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Ricardo Rio entregou Certificados na Adere-Minho

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Autarquia de Braga deve ter Adere-Minho como parceira e aproveitar experiência de sucesso 

Ricardo Rio, líder do “Juntos Por Braga”, entregou Certificados de Formação Profissional aos formandos que concluíram Ações Modulares nas áreas de Informática, Apoio à Criança, Hotelaria e Comércio na Adere-Minho. Os Certificados entregues por Rio corresponderam a ações de formação que tiveram lugar em Braga. A cerimónia de entrega dos diplomas contou ainda com a presença de Abílio Vilaça, Presidente da Adere-Minho, e com a participação especial do conhecido Chef Hernâni Ermida, que efetuou um Show Cooking de receitas saudáveis que colocou à disposição de todos os presentes. 

Como explicou Abílio Vilaça, a Adere-Minho - Associação para o Desenvolvimento Regional do Minho -, fundada em 14 de Setembro de 1990, tem como objetivos principais a valorização do potencial endógeno do Minho e a promoção do desenvolvimento integrado da região. “Para atingir esses fins, estabelecemos protocolos de colaboração e cooperação com várias instituições públicas e privadas tais como Cooperativas, Associações, Câmaras, IPSS, Santa Casa Misericórdia, Bancos, etc”, salientou. 

Por seu turno, o candidato à Presidência da Câmara Municipal de Braga fez questão de iniciar o seu discurso com um agradecimento pelo convite endereçado para estar presente nesta iniciativa em Vila Verde. “É com enorme orgulho e felicidade que participo nesta cerimónia. Vocês são a prova e a marca do trabalho de grande valor que tem sido desenvolvido ao longo destes anos pela Adere-Minho”, afirmou. 

Para Ricardo Rio, este é um projeto notável e que tem tido resultados evidentes. “O importante nestas iniciativas é que se veja os resultados e, neste caso, eles são bem visíveis. A Câmara Municipal de Braga deve ter a Adere-Minho como parceira ativa, de forma a aproveitar também em Braga a experiência de sucesso que aqui estão a desenvolver em Vila Verde”, defendeu, salvaguardado que em Braga essa experiência teria de ser necessariamente ajustada, dados os diferentes contextos e realidades dos dois concelhos. “Braga é uma terra de artes e ofícios muito relevantes e que merecem ser preservados e valorizados, nomeadamente através da preparação de novos profissionais para o desenvolvimento dessas atividades no futuro”. 

Esforço de adquirir competências “irá dar frutos” 

Nesse sentido, o Presidente da Adere-Minho acrescentou que a instituição pretende continuar a desenvolver laços de cooperação e de associativismo ativo para a promoção do bem comum na região. “A dinamização do nosso tecido económico depende muito do trabalho conjunto entre as várias entidades, aproveitando cada uma o que a outra tem de melhor e sabendo conjugar esforços. Da nossa parte, estaremos sempre disponíveis para contribuir para o desenvolvimento local e para a qualificação dos agentes de desenvolvimento da região”, afirmou. 

Por fim, Ricardo Rio deixou uma palavra de “estímulo” e “esperança” a todos os formandos que concluíram os seus cursos, enfatizando que no futuro o esforço de estudar e adquirir competências irá “dar frutos”. “Parabéns pelo vosso esforço e por terem tido a força para terminar mais esta etapa da vossa vida. Vocês fizeram a vossa parte. Agora é importante que as outras entidades façam a parte delas, criando condições para que possam demonstrar as aptidões que agora adquiriram e para que desenvolvam projetos próprios que correspondam à realização dos vossos sonhos”, sublinhou, reforçando que propiciar essas mesmas condições será uma das prioridades dos “Juntos Por Braga” quando assumirem a liderança do executivo municipal de Braga.

Agenda 21 para Braga

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Sabia que ... 

Em 2002 Ricardo Rio, enquanto Deputado Municipal, apresentou a proposta da Agenda 21 Braga, para dar corpo aos objectivos das Cimeiras do Rio, em 1992 e de Joanesburgo de 2002? Esse plano de desenvolvimento estratégico pretendia transformar Braga numa referência na boa gestão dos recursos e indicadores de qualidade de vida dos cidadãos, nomeadamente na qualidade do ambiente e no acesso aos valores do património natural e cultural. O executivo socialista seguiu outro caminho e hoje Braga está longe de ser um concelho bem classificado segundo as boas regras internacionais em termos do desenvolvimento sustentável.

A Agenda 21 pretendia incorporar nos componentes de desenvolvimento os factores ambientais. Este documento pretendia dar corpo aos objectivos das Cimeiras do Rio, em 1992, e de Joanesburgo, no corrente ano, expressando a necessidade de se elaborar uma estratégia de desenvolvimento sustentável a vários níveis, tendo em vista “satisfazer as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades". O plano assentava em três pilares essenciais: o desenvolvimento económico, a coesão social e a protecção do ambiente. 

A concretização desse objectivo requeria uma participação activa e interessada dos cidadãos, das universidades, das empresas, das Organizações não Governamentais e de muitas outra instituições da sociedade civil. As autarquias locais tinham e têm uma responsabilidade acrescida no domínio da preservação do ambiente, da promoção da qualidade de vida e, em geral, da prossecução de um desenvolvimento sustentável. Desse modo, as Agendas 21 locais consubstanciavam um planeamento e uma gestão mais consistente de processos e métodos sistemáticos e integrados para a sustentabilidade local, funcionando como um plano estratégico a nível municipal de longo prazo, que contribuiriam para o desenvolvimento sustentável, e um plano operacional dirigido à acção a curto prazo. 

Considerava-se então que as preocupações no nosso concelho com o ambiente e a qualidade de vida deram origem a uma ainda adolescente Divisão de Ambiente, Jardins e Espaços Verdes, após deliberação da Assembleia Municipal, que não contava com mais de 12 anos de actividade. Nessa época a conceituada revista Fórum Ambiente considerava Braga como a 15ª pior autarquia no domínio ambiental, com base num conjunto de 18 indicadores ligados ao ordenamento do território e ao saneamento básico. Passado 11 anos, a situação não é muito melhor. As preocupações com matérias ligadas ao ambiente permanecem ainda no topo da preocupação dos Bracarenses, seja das freguesias rurais ou urbanas, e os problemas permanecem por resolver. Entre as soluções apresentadas na altura, falava-se já na criação de um Parque Eco-Monumental para as Sete Fontes, ainda hoje em cima da mesa, o reforço das áreas verdes e de lazer no concelho, a definição de um Plano de Urbanização para o Vale de Lamaçães ou o combate ao crescimento urbano desordenado. 

Dentro desse enquadramento, Ricardo Rio propunha na altura uma urgente elaboração de um documento estratégico e orientador que garantisse a elaboração de um diagnóstico, uma ampla discussão pública sobre as questões ambientais e a definição de medidas a executar a médio e longo prazo. Nesse sentido, propôs através do seu Grupo Parlamentar uma moção na Assembleia Municipal para a elaboração da Agenda 21 de Braga. O desafio ao executivo municipal era claro: seguir o mesmo tipo de planeamento estratégico, abrangente e participado, também em matéria de desenvolvimento sustentável, contribuindo para um aumento da educação ambiental e da participação pública a este nível. 

Se a CM de Braga tivesse seguido as propostas Ricardo Rio, hoje o nosso concelho seria certamente uma cidade mais sustentável e amiga do ambiente. Infelizmente, não foi esse o rumo seguido. 

Conselho Estratégico Municipal para Braga

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Sabia que… 


Em Março de 2010 a coligação “Juntos Por Braga”, através do Prof. Carlos Bernardo, apresentou na Assembleia Municipal uma proposta de criação do Conselho Estratégico Municipal? Entre os vários objectivos propostos, considerava-se que seria uma “"um organismo capaz de pensar o futuro de Braga, prever a sua evolução e propor projectos e políticas estratégicas"”, apontando caminhos para o futuro a médio e longo prazo do concelho de Braga? O que fez o PS e a maioria no executivo no seguimento desta proposta? Nada, como quase sempre sucede quando não observam ganhos eleitorais imediatos. 

A proposta da criação do Conselho Estratégico Municipal previa um organismo capaz de pensar o futuro de Braga, prever a sua evolução e propor projectos e políticas estratégicas. Tal Conselho Estratégico teria como missão, o “estudo de problemas relacionados com as atribuições próprias da autarquia”, designadamente os seus planos de desenvolvimento económico a médio e longo prazo, a sua política de fixação de investimento externo e, sobretudo, a promoção dos seus bens e serviços em mercados externos. De facto, o modelo de crescimento de Braga baseado na expansão urbana esgotou-se, e a sua capacidade de crescimento endógeno chegou ao limite. Por isso, seria necessário repensar o perfil de especialização da sua oferta, orientando-a essencialmente para a procura externa. Estas seriam missões essenciais do Conselho Estratégico. Contudo, o Conselho teria também a missão de pensar em projectos que respondam a desafios críticos que só podem ser resolvidos a nível supra-municipal, e que por isso exigem coordenação com outras autarquias, como seja o da mobilidade. Teria também a missão de apresentar os seus estudos e propostas à Assembleia que os apreciaria e, se os aprovasse, passá-los-ia à vereação para eventual implementação. 

Esta proposta da coligação “Juntos Por Braga”, previa uma composição suprapartidária, com representantes de todos os partidos mas também personalidades da sociedade civil, pessoas com experiência de desenvolvimento regional e de prospectiva, dominando bem os indicadores que caracterizam a região e o país. Foi mais uma oportunidade perdida para o desenvolvimento estratégico de Braga.