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Eu, Presidente - Braga verdadeiramente Digital

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Há não muito tempo, a Câmara Municipal de Braga procurou afirmar Braga como uma cidade tecnológica, contando para o efeito com um vultuoso financiamento público e comunitário através do Programa “Braga Digital”.

Vários milhões de Euros depois, enquanto uns se interrogam sobre a efectiva aplicação dessas verbas, muitos questionam as limitações que a Autarquia ainda apresenta ao nível da sua qualificação tecnológica: um Data Center quase ao abandono, interfaces arcaicos dos serviços com os cidadãos, plataformas digitais pouco atractivas e funcionais, um claro desaproveitamento das infra-estruturas de comunicações existentes.

Por tudo isto, cumpre-nos hoje perguntar: quais seriam as suas prioridades (ao nível de investimentos e / ou políticas) para fazer de Braga uma cidade verdadeiramente Digital?

Banco de Germoplasma é um recurso estratégico fundamental para Braga e para Portugal

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Integrado num ciclo de contactos com várias instituições do concelho ligadas ao sector primário, ao qual os “Juntos Por Braga” têm dado uma especial atenção neste período, Ricardo Rio visitou o Banco Português de Germoplasma Vegetal, localizado na Quinta de São José, na freguesia de São Pedro de Merelim. Ana Maria Barata, Responsável pelo Banco, acompanhou Rio durante a iniciativa. 

Como explicou Ana Maria Barata, cabe ao Banco de Germoplasma a responsabilidade de conservar os recursos genéticos vegetais. “A nossa missão passa por fazer a colheita, conservação, caracterização e documentação de todo o material de recursos genéticos do país. Este é o único Banco de Germoplasma existente em Portugal e tem cerca de 45 mil variedades conservadas de diferentes espécies e origens a nível nacional, incluindo Açores e Madeira - representando mais de 90% do volume de material conservado no País”, afirmou. 

Durante a visita, o líder do “Juntos Por Braga” salientou que é de “toda a justiça” considerar o Banco de Germoplasma uma estrutura que, do ponto de vista da sua área de atuação, é um ativo tão estratégico para Braga e para a região como é, numa vertente diferente, o Instituto Ibérico de Nanotecnologia. “Estes Bancos são uma prioridade estratégica para as Nações e para as principais organizações internacionais que trabalham na esfera da agricultura e da alimentação. Cada vez mais se verificam casos de escassez de determinadas espécies ou de dificuldades de sobrevivência de certos produtos agrícolas, o que é bem ilustrativo do valor que se tem de atribuir a projetos desta natureza”, declarou. 

Para Ricardo Rio, os responsáveis autárquicos Bracarenses têm a obrigação de encetarem todas as diligências ao seu alcance no sentido de contribuírem, na medida das suas competências, para a sustentabilidade deste projeto e para a sua permanência na cidade. “Temos muito a ganhar com a localização deste Banco em Braga. Estamos na vanguarda do trabalho que é feito em termos da preservação das espécies vegetais”, referiu. 

No que se refere à atividade corrente do Banco de Germoplasma, o candidato à Presidência da Câmara de Braga enfatizou que é possível a autarquia aprofundar o relacionamento com esta instituição, à semelhança do que acontece já com outras autarquias do país. “É importante que se estabeleçam outras áreas de cooperação no domínio da sensibilização e do apoio à produção com o próprio Banco. Espero que o próximo executivo autárquico venha a seguir esse caminho, de modo a que também por essa via o concelho possa tirar partido da instalação em Braga do Banco de Germoplasma”, sublinhou. 

Visita à Edigma

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Braga tem condições para ser uma referência mundial a nível tecnológico

No seguimento de um ciclo de contactos com diversos agentes económicos do concelho, que têm como principal objetivo promover um clima de diálogo e proximidade com os mesmos, Ricardo Rio visitou a Edigma, uma empresa tecnológica que se dedica ao desenvolvimento de soluções e projetos interativos baseados em multitoque e reconhecimento gestual. Durante esta visita, o líder do “Juntos Por Braga” foi acompanhado por Miguel Fonseca e Miguel Oliveira, administradores da empresa. 

De acordo com Ricardo Rio, a Edigma é um excelente exemplo de uma empresa inovadora e que está na vanguarda do desenvolvimento tecnológico de Braga. “Este é um sector no qual tem de fazer uma aposta consistente e estrutural, promovendo uma ligação mais estreita entre a Universidade do Minho, os agentes empresariais e o próprio INL”, afirmou, salientando que é fundamental que exista também um reforço do espírito de colaboração entre as várias empresas do sector e entre as próprias empresas e a autarquia, para que a marca Braga se possa afirmar no ainda mais no exterior. 

“Esta área tecnológica tem condições para ser um fator de diferenciação competitiva do nosso concelho e de promoção de um novo paradigma de desenvolvimento no exterior. Se formos capazes de captar novos investimentos, vamos também conseguir criar novas empresas e consequentemente mais postos de trabalho e diminuir o desemprego, que é uma das grandes prioridades que temos para o futuro do nosso concelho”, enfatizou o candidato à Presidência da Câmara de Braga. 

Também Miguel Fonseca partilhou da opinião de Ricardo Rio, considerando mesmo que Braga pode ser uma “referência mundial” em termos tecnológicos: “Braga tem a possibilidade de ser considerada cada vez mais uma cidade tecnológica, e cabe a nós e à autarquia a responsabilidade de transformar Braga nesse sentido”. 

Para o administrador da Edigma, Braga tem um potencial enorme que não está a ser minimamente aproveitado. “Temos um potencial que é real, que já existe, e que precisa apenas de ser explorado. Existem imensas empresas tecnológicas em Braga, que são cada vez melhores. Há que criar um ecossistema à volta deste sector”, sublinhou, garantindo que a criação de um parque tecnológico na cidade seria a melhor solução: “Dessa forma, seriam mais fáceis as relações entre as diversas empresas e daí resultariam mais sinergias e negócios. E mais negócios é sinonimo de mais emprego, mais know-how e mais riqueza para a comunidade local”. 

Segundo Miguel Fonseca, é necessário que se perceba rapidamente que a cidade só pode ser uma referência a nível mundial se existir esse espirito de cooperação. “Sozinhos, valemos pouco. Mas todos juntos, certamente que podemos estabelecer um ambiente propício para nos desenvolvermos e puxarmos uns pelos outros. É aí que a Câmara Municipal tem de assumir um papel de facilitador, criando as condições para que as empresas possam trabalhar em conjunto”, disse. 

Sucesso alcançado com pessoas da Universidade do Minho 

Por outro lado, dentro do espectro de atuação da empresa, Ricardo Rio notou que alguns produtos produzidos pela Edigma podem ser adaptados à própria utilização municipal. “Seja do ponto de vista concelhio, seja do ponto de vista dos serviços municipais, o aproveitamento desta tecnologia pode ser um excelente investimento a realizar no futuro próximo pela autarquia, tanto para aproximar os serviços da câmara dos cidadãos como para alargar o leque de informações que são disponibilizadas a todos aqueles que nos visitam”, acredita. 

Por fim, Miguel Fonseca mostrou orgulho no facto da empresa ter crescimentos anuais que estão à volta dos 50% e de empregar já cerca de 50 pessoas. “Temos um produto diferenciador, trabalhamos no mercado mundial e vendemos para cerca de 100 países. E isto consegue-se com pessoas de Braga, saídas da Universidade do Minho e com muita vontade de vencer no mercado mundial”, finalizou.