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Câmara Municipal deve dar liberdade de atuação aos seus agentes culturais

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A Juventude Social-democrata e a Juventude Popular, sob a égide do “Juntos Por Braga”, realizaram uma Conferência subordinada ao tema “Braga, Capital de Cultura”. O debate realizou-se Espaço Cultural Pedro Remy e teve como moderadora Elisa Lessa, Diretora Pedagógica da Companhia da Música. 

Os oradores foram Ricardo Rio, líder do “Juntos Por Braga”, José Machado, da Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé”, Cónego José Paulo Abreu, Diretor dos Museus da Arquidiocese de Braga, Álvaro Santos, Diretor da Casa da Música de Vila Nova de Famalicão, e Rui Ferreira, Presidente da Associação BragaMais. 

Durante a sua intervenção, Ricardo Rio salientou que em Braga se tem assistido a um dirigismo e a uma municipalização dos agentes culturais que não é benéfica para a promoção e desenvolvimento da cultura. “Quando se usa os recursos financeiros da autarquia para condicionar os próprios agentes culturais, com uma política de atribuição de subsídios que não é de todo transparente e que não segue um critério percetível, obviamente que isso prejudica a cultura e o potencial de desenvolvimento cultural da nossa cidade”, afirmou. 

Para o líder do “Juntos Por Braga”, é essencial dar liberdade aos agentes culturais para que estes possam não só ser mais proactivos e responsáveis pelo seu futuro, mas também mais criativos e capazes de ir ao encontro dos diferentes públicos. “Dar essa liberdade não é abdicar de contribuir para o sucesso dessas iniciativas. Na área cultural o papel da Câmara Municipal não é o de fazer cultural, mas sim o de facilitar o trabalho de quem quer fazer cultura. E isso passa por facultar infraestruturas, por criar apoios para as diferentes iniciativas e atividades e por proporcionar aos agentes um espaço de ligação e discussão entre si”, sublinhou, reafirmando a sua intenção de criar um Conselho Cultural para que as várias associações do concelho tenham um sítio onde discutam ideias e, no mínimo, coordenem agendas, que é algo “simples” que atualmente não acontece. 

O candidato à Presidência da Câmara Municipal de Braga enfatizou que é preciso disponibilizar o contacto do público com as diferentes alternativas culturais para estimular a sua participação nos eventos. “Uma das lacunas de Braga é o facto de não existir um verdadeiro serviço educativo que, agregando os diversos polos de dinâmica cultural como o Theatro Circo ou o Mosteiro de Tibães, possa desenvolver iniciativas que ponham em contacto os diferente públicos com as mais variadas manifestações culturais e formas de expressão cultural”, garantiu, destacando que dessa forma seria muito mais fácil fomentar o consumo e a participação cultural nos cidadãos. 

Por fim, Rio abordou a questão patrimonial, que considerou crucial para promover a cidade no exterior e entre os próprios Bracarenses. “Do ponto de vista cultural e turístico, não podemos oferecer algo que seja distintivo e apetecível se as próprias pessoas de Braga, no seu dia-a-dia, não conseguem desfrutar do que é seu. Há muito para fazer e é urgente pôr o património ao dispor dos cidadãos, ao contrário do que atualmente acontece”, defendeu, salientando que a qualidade da oferta turística e cultural é a forma mais natural de atrair turistas e gerar uma dinâmica económica que combata a falta de emprego e de rendimentos na cidade. 




Autarquia tem de ser entidade potenciadora da promoção da cidade 

Por seu turno, Rui Ferreira refletiu sobre a cultura brácara e o calendário anual de eventos culturais, centrando-se particularmente nas festas de S. João em Braga. O Presidente da associação BragaMais garantiu que Braga é uma cidade com um património invejável e que está constantemente a ser enriquecido, com recursos em potência para explorar. “Há muito para fazer e valorizar, e isso é um grande desafio e digno de motivação para quem vai trabalhar”, salientou. 

Segundo Rui Ferreira, “não faz sentido” pensar-se turismo e cultura em separado, principalmente quando o objetivo é delinear-se uma estratégia económica de promoção da imagem da própria cidade. “Temos de saber construir a comunidade, e é a partir da cultura que nos sentimos irmanados. Uma comunidade que perde as suas referências históricas está em risco para o futuro e, nesse sentido, devíamos ser mais bairristas e termos mais gosto no que é nosso. Cabe à autarquia funcionar como entidade potenciadora dessa relação”, concluiu. 

Já Álvaro Santos, Diretor da Casa da Música, falou sobre o potencial das indústrias criativas para a economia. “As indústrias criativas não podem ser vistas como uma despesa nem como uma coisa menor, mas sim como fenómenos de criação de valor. São indústrias com um potencial enorme, mas não nos deixemos iludir, é preciso um trabalho que tem de emanar da autarquia e dos próprios agentes culturais para que estas funcionem e criem riqueza para a região”, afirmou. 

Para José Machado, da Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé”, é importante manter a riqueza das raízes e as tradições da cultura popular do Baixo Minho. “Atualmente, a cultura popular quase virou catálogo. É fundamental manter a genuinidade das tradições que identificam o nosso povo”, revelou. 

José Machado defendeu que a Câmara deve dar uma maior liberdade aos agentes culturais e que não se pode limitar a criatividade artística. “Há um enorme controlo na atividade cultural que é muito limitativa da atuação e do desenvolvimento dos agentes culturais na cidade. Essa é uma realidade que tem de ser invertida”, assegurou. 

A finalizar, o Cónego José Paulo Abreu, Diretor dos Museus da Arquidiocese de Braga, abordou o património religioso de “enorme” valor que Braga tem. “A alma do nosso povo está na cultura e também está no nosso edificado, sendo que grande parte é religioso. Temos de ter uma maior atenção com a preservação do património e de saber dar as mãos no sentido de valorizar o que de muito valioso a cidade tem”, afirmou, lamentando que até ao momento Braga não tenha sabido estimar e amar devidamente o seu património. 

Na opinião do Cónego, tem havido um desrespeito sistemático pela Sé de Braga e sua envolvente que é muito preocupante e que tem contribuído para reduzir a ida de turistas à Sé de Braga: “Por este caminho, qualquer dia a própria Sé tem de fechar as portas”, alertou. O Cónego foi ainda muito crítico em relação à atitude autárquica perante o património do Bom Jesus e do Sameiro. “Quando apenas se oferece umas pedrinhas e se deixa as Capelas e o resto do património a degradarem-se, endossando as responsabilidades todas para a igreja, não se pode apregoar que se estejam a desenvolver esforços no sentido de preservar o que é nosso”, adiantou, considerando fundamental dinamizar a Fundação Bracara Augusta para reforçar a cooperação entre a Câmara, a Diocese e a Universidade.

Ricardo Rio visitou Associação Social e Cultural de Sobreposta

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Associação é exemplo de vitalidade e envolvimento da população da região

No seguimento de um ciclo de contactos que os “Juntos Por Braga” têm levado a cabo junto de diversos agentes de diferentes âmbitos de atuação, Ricardo Rio visitou a Associação Social e Cultural de Sobreposta. Fernando Mendes, Presidente da coletividade há 8 anos, acompanhou Rio durante esta iniciativa. 

Como explicou Fernando Mendes, a Associação Social e Cultural de Sobreposta, fundada em 2004 e sediada na Junta de Freguesia de Sobreposta, tem como principais objetivos desenvolver trabalhos na área cultural, social e educativa. “Estas são as três áreas que elegemos como prioritárias e é nestes setores que temos feito uma grande aposta. O balanço destes anos de atividade da associação é extremamente positivo”, sublinhou, esclarecendo que apesar de a associação estar sediada em Sobreposta, o seu âmbito de atuação pretende ser muito mais abrangente, incluindo a área que vai do planalto do Sameiro até à Citânia de Briteiros: “Este é um território homogéneo, com tradições comuns e com mistura de famílias entre as freguesias de Espinho, Pedralva e Sobreposta”. 

Na ocasião, o líder do “Juntos Por Braga” salientou que esta visita permitiu-lhe ter um conhecimento mais claro relativamente à atividade desenvolvida por esta associação, e elogiou o facto dessa atividade não se limitar a Sobreposta, mas estender-se também às freguesias vizinhas de Espinho e Pedralva. “Esta é uma coletividade onde são desenvolvidas várias iniciativas de cariz social, cultural, e de promoção do património seja ele material ou imaterial, destas freguesias. É um verdadeiro exemplo no que se refere ao envolvimento da comunidade, que é bastante significativo”, afirmou. 


Segundo Ricardo Rio, o facto de existir esta enorme vitalidade e capacidade para concretizar eventos em freguesias que estão no extremo do concelho é fundamental. “É extremamente interessante verificar esta atividade constante em freguesias afastadas do centro, e é algo de muito importante para as pessoas desta região se sentirem integradas e que deve ser incentivado pela autarquia. Demonstra bem a vitalidade das pessoas destas freguesias”, elogiou. 

Centro de Convívio e Recuperação de Moinhos são prioridades 

A curto prazo, a Associação Cultural e Social de Sobreposta pretende abrir um Centro de Convívio intergeracional onde a população mais idoso possa conviver e passar o tempo de forma lúdica. “Em conjugação de esforços entre as três freguesias, estamos em fase de aprovação do projeto para o centro de convívio e esse é um dos nossos principais objetivos na área social. O novo centro ficará localizado na Casa do Povo de Pedralva, que está desocupado”, afirmou. 

Outro dos grandes projetos da Associação passa pela valorização e recuperação do complexo de moinhos que existe em Sobreposta. “Este é um projeto que encaixa perfeitamente no âmbito cultural e patrimonial da nossa coletividade. Os moinhos estão degradados e abandonados há muitos anos e nós pretendemos conservar alguns para turismo e requalificar outros, dando-lhes novas funcionalidade”, disse. 


Também na área cultural a Associação tem um grupo de teatro e um grupo coral que que interpreta canções tradicionais do povo desta zona, tendo também no ano passado publicado um Cancioneiro de Sobreposta. “Efetuamos o levantamento dos costumes e tradições desta região, com o apoio de duas alunas da Universidade do Minho que fizeram um trabalho de campo de recolha das canções junto de algumas senhoras. É um património cultural muito valioso e, como esse, temos muito mais material produzido e à espera apenas de ser publicado”, garantiu Fernando Mendes. 

Por fim, o Presidente da Associação referiu que, no setor educativo, representam a comunidade educativa no Agrupamento de Escolas local e dão apoio aos alunos da zona com dificuldades de integração social e escolar.

Eu, Presidente - Braga Romana

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Decorreu este último fim de semana a Braga Romana, um evento que pretende recriar, na zona histórica da cidade, a época dos Romanos. O sucesso deste programa cultural da cidade mede-se pelo elevado número de visitantes e expositores.

Esta semana, na rubrica Eu, Presidente lançamos um novo desafio aos bracarenses. O que pensa da Braga Romana? Que melhorias gostaria de ver neste certame? Quais os principais problemas que pode apontar? Partilhe a sua opinião e contribua!

Theatro Circo deve ser epicentro da dinâmica cultural da cidade

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Ricardo Rio visitou Theatro Circo

Inserido num ciclo de contactos que os “Juntos Por Braga” têm vindo a promover com diversos agentes de diferentes áreas de atuação, Ricardo Rio visitou o Theatro Circo, empresa participada pela Câmara Municipal, que detém a totalidade do capital social.

O líder do “Juntos Por Braga” salientou que a reunião com a administração do Theatro Circo foi “extremamente útil”, porque permitiu fazer um balanço alargado de vários aspetos que considerou “cruciais” para a atividade do próprio Theatro, desde o nível da programação, ao financiamento, passando pelas estratégias de promoção que têm sido seguidas.

“Aquilo que concluímos após esta visita é que, pese embora haja alguns dados positivos do trabalho que vem sendo realizado, há fundamentalmente um grande desafio pela frente, que passa por tornar esta estrutura cultural reconhecida como um local de destino natural para a população da cidade que tem apetência para a participação em atividades culturais”, sublinhou Rio, que enfatizou que este é um fator que atualmente não está a ser conseguido, já que se sente um “divórcio” entre a cidade e a própria região e o Theatro.

Segundo o candidato à Presidência da Câmara Municipal de Braga, é essencial que exista uma diversificação da programação e uma aproximação das estruturas locais ao Theatro, juntamente com uma promoção eficaz que vá ao encontro das exigências da generalidade dos bracarenses e de todos os que vivem neste território. “O grande desígnio que queremos alcançar passa por, sem canalizar muitos mais recursos para o Theatro, garantir quer este não é um eucalipto no meio do deserto, mas sim o epicentro de uma dinâmica cultural coletiva que efetivamente transforme a cidade de Braga neste sector, bebendo também das dinâmicas culturais que existem a nível local em vários domínios”, garantiu.

Ricardo Rio assumiu ainda o compromisso de manter a estrutura atual e os recursos humanos do Theatro Circo e de, dentro das possibilidades, reforçar essa mesma estrutura. “Esse é um desígnio com o qual nos comprometemos totalmente e nem sequer poderia ser de outra maneira. No futuro, consoante as carências que detetarmos, equacionamos o reforço da estrutura para cobrir essas necessidades”, afirmou.


Complementaridade estratégica na região é fundamental

Por seu turno, Rui Madeira, administrador do Theatro Circo, reforçou a importância deste tipo de iniciativas para que as forças políticas percebam os problemas e as dinâmicas destes equipamentos. “Mais informação e conhecimento permitirão ajudá-los a formar e a organizar um discurso de cidade para o qual nós todos lutamos, independentemente das posições que cada um possa ter a cada momento. Todos estamos imbuídos do espirito de melhorar as coisas e para isso não temos de ser da mesma opinião, pelo contrário, as diferenças é são de salutar”, disse.

O administrador apontou a necessidade de se olhar de uma forma mais vasta para o território do Minho para se poder definir de forma exata e coesa o funcionamento e objetivos do Theatro Circo e de todas os outros equipamentos culturais, defendendo uma complementaridade estratégica na programação. “Temos de perceber que cidade é que queremos. Estamos num fim de um ciclo e hoje o olhar que se tem sobre Braga é muito diferente do que acontecia há 20 anos atrás; tem de se ter obrigatoriamente uma perceção mais vasta de território”, acredita, evidenciando que após se anexar essa ideia de território, será muito mais fácil atingir a sustentação, racionar o financiamento e potenciar as capacidades de produção e programação.

Por fim, Rui Madeira destacou que as linhas estratégicas atuais do Theatro Circo passam principalmente pela valorização da criação artística nacional, pela ligação à Lusofonia e à Europa, nomeadamente à Galiza, e pela formação dos públicos.

Ricardo Rio visitou "Nova Comédia Bracarense"

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Câmara tem de aproveitar dinâmica cultural das Associações Bracarenses

No âmbito de um conjunto de contactos com diversos agentes culturais do concelho, que têm por finalidade estabelecer com eles uma política de diálogo e proximidade, Ricardo Rio visitou a Companhia de Teatro “Nova Comédia Bracarense”. Carlos Barbosa, Presidente da Companhia fundada em 1990, acompanhou Rio durante a iniciativa.

Esta visita permitiu ao líder do “Juntos Por Braga” perceber de forma mais detalhada o funcionamento e as dificuldades desta companhia de teatro amador. “Foi com grande satisfação que pudemos assistir a um excerto de um ensaio desta companhia e, de seguida, discutir com os seus elementos algumas ideias relativamente ao panorama do teatro e da cultura em Braga”, salientou Rio.

O candidato à Presidência da Câmara Municipal de Braga defendeu aqueles que devem ser alguns dos princípios de atuação da Câmara Municipal em matéria de relacionamento com os movimentos culturais, enfatizando que é “fundamental” que se trate com equidade e justiça as diversas instituições, reconhecendo o trabalho muito meritório que associações como a Nova Comédia Bracarense desenvolvem de há muitos anos a esta parte. “A Câmara Municipal tem que deixar claros os critérios dos apoios concedidos e que saber aproveitar a disponibilidade generosa de muitos que desenvolvem esta atividade de forma quase voluntária”, garantiu.

Fomentar a participação de novos públicos nas atividades culturais e, neste caso concreto, disseminar o gosto pelo teatro pela população são objetivos que, de acordo com Ricardo Rio, deveriam ser prioritários. “Só se a autarquia manifestar um verdadeiro interesse por estas questões se poderá voltar a potenciar uma verdadeira dinâmica cultural no Concelho. É essencial e urgente reforçar a oferta cultual concelhia através das políticas de descentralização cultural e de intercâmbios culturais entre os grupos de outros concelhos, de forma a promovermos uma cidade culta e onde a cultura seja um ativo estratégico capaz de fomentar a participação dos cidadãos”, acredita Rio.

Para além dos apoios pontuais aos espetáculos efetuados pela “Nova Comédia Bracarense” nas várias freguesias do concelho, o autarca do “Juntos Por Braga” considerou igualmente importante que seja dado um maior apoio logístico a estas coletividades, em matérias tão diversas quanto os meios técnicos, o transporte ou a promoção dos eventos.

A outro nível, Ricardo Rio quer que a atuação da Câmara “potencie o aproveitamento dos espaços existentes, sejam eles os auditórios de Juntas de Freguesia ou os equipamentos de maior envergadura, como é o caso do Parque de Exposições e do Theatro Circo”, sublinhou, afirmando que este último deve estar aberto para receber todas as instituições culturais do concelho.

Tu, Presidente - Políticas Culturais

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Esta semana recebemos contributos sobre as políticas culturais para a Braga. Mais uma vez muitas e boas ideias foram partilhadas com esta candidatura, fortalecendo o nosso projecto. Vamos continuar neste processo de auscultação dos Bracarenses através das Redes Sociais, pois deste modo, não só estamos a dar voz aos principais interessados, como estamos aumentar a qualidade do projecto que vamos apresentar aos Bracarenses nas próximas eleições autárquicas. Mais uma vez, muito obrigado a todos. Porque Juntos Somos Mais Fortes!

Aqui ficam as ideias que nos enviaram:

Bruno Almeida Eu diria que este é o momento certo de juntar a Câmara/Cultura aos espaços disponíveis na cidade e neste exemplo em concreto o Theatro Circo que a sua gestão de conteúdos e programação é muito mal aproveitado. porque aqui torna-se tão fácil procurar exemplo da cidade vizinha: Guimarães com uma sala como o Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães (CAE São Mamede), que em nada se pode comparar ao nosso mítico TheatroCirco. Consegue ter uma programa regularmente atractivo e que por enumeras vezes já me fez ir lá para ver as tão faladas peças de teatro, eventos de comédia concertos tudo que esta na actualidade em destaque passa nesta sala. Isto só se pode porque há acordos certamente entre a direcção da sala e as respectivas promotoras dos espectáculos (a UAU talvez a maior neste momentos, traz sempre os seus novos espectáculos a Guimarães e bem podiam vir também a Braga), algo que isto não se revê na sala da nossa Cidade. Sem falar que quando conseguimos ter a sorte de um Espectáculo apresentar-se no Theatro Circo os preços são sempre superiores ao mesmo espectáculo na cidade vizinha o que é uma pena. Esta na hora de termos a mesma oferta Cultural que a cidade vizinha ou ate a cidade do Porto! acho que não estamos a pedir de mais, com uma sala como o Theatro Circo acho que nada é pedir de mais!! outro exemplo é o Teatro Municipal de Vila do Conde que só para mostrar o como eles "mimam" os Vila-condenses, a agenda cultural do mês de Março e Abril tem entre muitos outros espectáculos, concerto dos Virgem Sutra,dos DEOLINDA!!, as peças Reis Da Comédia, LAR DOCE LAR (Maria Rueff e Joaquim Monchique), o espectáculo do Mágico Mário Daniel e também teve recentemente concerto da Fadista Ana Moura. Em dois meses conseguem ter aquilo que Braga não vê num ano??? faz algum sentido? se estas cidades conseguem dar esta oferta cultural aos seus habitantes porquê Braga não há de poder? espero que seja este o "grito" de revolta e o início da era de mudança. Deve se ter como objectivo que todos os artistas queiram e façam questão de vir atuar/ representar a esta emblemática sala que todos sempre realçam a beleza da mesma e acolhimento que o público Bracarense sempre lhes dão. 
Espero que sejam destes tipo de comentários que procuram com este tópico e que o meu contributo seja útil para uma melhoria da Futura Administração que poderá ter o Theatro Circo.

Angelo Sousa Creio que a aproximação/ligação á Universidade do Minho é uma forma inteligente de dinamizar a cultura. UM é sinónimo de: Juventude, arte, dinamismo, inovação (não aproveitar é uma falta de inteligência. 





José Carlos Silva Abrir as portas do Theatro Circo à cidade, às pessoas e não só a meia dúzia. Quase sempre tenho que sair de Braga para assistir a espetáculos ao meu gosto, é pena. Sairei sempre de alguma maneira, mas adoraria que a minha cidade tivesse mais oferta e mais variada e que eu não saísse tantas vezes. Por isso, só o Theatro Circo não chega e é preciso mais uma ou duas salas de media/grande dimensão para albergar uma oferta mais variada de espetáculos, além de espaços ao ar livre que se propiciem a espetáculos no Verão e vontade para os fazer, porque público para assistir já se viu que há. O PEB precisa de ser requalificado, claro, e a zona envolvente também, o S.Geraldo??? Eu sei que não está nas mãos da Câmara, mas que raio de cidade é a nossa, que com uma enorme falta de espaços culturais, deixa uma sala como o S. Geraldo fechada.  Além disto é preciso animar as ruas no Verão e nas alturas de festas como na Páscoa. A Braga Romana precisa de bem mais rigor histórico e de um período de comemorações mais alargado. De certeza que há mais coisas que queria dizer mas por agora vai ter que chegar! 





Artur Caldeira Bom, procurarei isenção no meu comentário, tal como o sou no meu dia a dia, criticando o que é de criticar, elogiando o que é de elogiar, independentemente da cor partidária, sistema aliás que se encontra actualmente falido de credibilidade, pelo menos ao nível dos cidadãos mais conscientes e conhecedores. De facto em Braga, que Cultura? Existe? Penso que não ou, se quisermos ser mais optimistas, existem pequenos focos culturais mas que passam bastante despercebidos. Vereação cultural? Nah! Não existe há muito... E é neste meio aculturado que flutua o Theatro Circo, administrado por incompetentes afilhados políticos que nada mais fazem do que aguardar o alto salário ao fim do mês e literalmente queimar orçamento em meia dúzia de eventos. Estando eu ligado ao espectáculo, sei bem do que falo. Theatro Crico que tem uma equipa técnica que me merece todo o respeito pelo seu profissionalismo e desempenho! Mas apenas esta equipa!!! O que fazer? No meu entender deveria em primeiro lugar ser criada uma verdadeira vereação da cultura, algo que a terceira cidade do país merece sobretudo pelas suas tradições a este nível. Por outro lado, a Cultura é sem dúvida sinónimo de evolução social e humana, para além de ser a actividade que mais negócio paralelo movimenta (não falo de economia paralela mas sim de movimento económico paralelo aos eventos: hotéis, restaurantes, recordações... ...). Esta vereação tem de assumir a coordenação da actividade cultural da cidade, fazendo com que exista uma verdadeira agenda cultural bem distribuída nos espaços e no tempo e não deixar que eventos se sobreponham enquanto noutros períodos reina o marasmo. É óbvio que a esta vereação não é suposto promover tudo; porém é sim sua obrigação coordenar. Após isto, chegamos ao Theatro Circo como chegamos a outros espaços. Aí, há que atribuir orçamentos mas racionais e bem orientados, com programações que abarquem o gosto das assistências e não dos programadores! E, sem ceder ao mau gosto (e gostos sim, discutem-se e até evoluem!), podemos ter espectáculos mais acessíveis com um bom nível de qualidade. E há tão bons intérpretes em várias áreas neste país para preencher um cartaz recheado de qualidade com recursos financeiros razoáveis!!! Eu próprio já apresentei propostas aceites sem pestanejar noutros locais e que no Theatro Circo ainda nem resposta tiveram! E falo de nomes que só por si encheriam a sala!!! O Theatro Circo merece que seja despejada uma "espécie" de companhia de teatro que não se sabe bem o que é e que serviu pata monopolizar o Theatro em muitas situações. Merece a realização de ciclos musicais temáticos (música clássica, fado, jazz, pop, world music... ... ...) que podem ter um nome mais sonante por ciclo mas que podem ser preenchidos por artistas menos conhecidos mas de alto valor. E isso também é serviço educativo!! E devem valorizar-se os nomes locais, claro. Só não deve é deixar-se que algumas entidades "tomem de assalto" o Theatro Circo para não passar simplesmente de umas mãos para outras! E espectáculos de cachet nulo (como os que são oferecidos por estabelecimentos como o Conservatório de Braga com os seus alunos) não deverão nunca concorrer com os espectáculos dos profissionais, nem tão-pouco substituí-los! Sob pena de aqueles alunos um dia, já profissionais, virem a sofrer o mesmo!!! Indo já este comentário bastante longo, termino com esta pergunta: porque não se procuram as pessoas que realmente sabem e estão ligadas a cada actividade para dirigirem /ou coordenarem essas áreas? Qual o preconceito? Ou o receio? Será mesmo necessário ter cartão partidário para ter mérito

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Eu, Presidente - políticas culturais

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Braga é uma cidade bimilenária de importância histórica e cultural inegável, mas infelizmente as políticas culturais da Câmara Municipal têm sido erráticas e sem um rumo definido.

Apesar da resiliência, dedicação e esforço de muitas instituições privadas, Braga é hoje um concelho sem uma estratégia cultural, sendo o Theatro Circo exemplo disso mesmo. Urge inverter este rumo. Já a partir das próximas eleições.

Neste sentido, se fosse Presidente da CM de Braga, que medidas proporia para a política cultural do concelho? Como potenciar as infraestruturas existentes, através de uma nova forma de encarar a cultura em Braga? E o que sugere para o Theatro Circo, mais um dos exemplos da má gestão socialista?

Deixe-nos a sua opinião e contribua para um programa verdadeiramente regenerador para Braga.

Modelo de gestão para o Theatro Circo

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Sabia que...

Ricardo Rio propôs a constituição de uma Fundação para a gestão do Teatro Circo de Braga em Julho de 2005? 

Ricardo Rio defendeu que o Teatro Circo de Braga, a mais nobre sala de espectáculos desta cidade e uma das mais imponentes no plano nacional, deveria ser gerido por uma Fundação criada para o efeito, assim beneficiando das vantagens legais, fiscais e operacionais deste modelo jurídico para sustentar um esquema de financiamento e um modelo de programação consentâneos com o potencial deste equipamento. A solução da CM de Braga foi outra e nestes anos, a sua gestão tem sido oscilante e nem sempre tem alcançado os objectivos que se pretendia para a cidade, com pouco envolvimento de privados que poderiam ser uma mais valia para o Theatro Circo. O tempo provou que Ricardo Rio tinha razão na altura. 

Para o líder da Coligação “PSD/PP/PPM” à Autarquia de Braga, impunha-se que o Teatro Circo fosse um espaço privilegiado do esforço de descentralização cultural do país, o que exigia a assunção de um compromisso financeiro plurianual entre a Câmara, o Ministério da Cultura e vários mecenas privados. 

O debate acerca da gestão do Teatro Circo surgiu quando o Presidente da autarquia anunciava a sua abertura do espaço, sem que estivesse consolidada qualquer ideia para os três pilares de actividade do Teatro Circo: o seu modelo de gestão, o esquema de financiamento e o modelo de programação a seguir. 

Para Ricardo Rio a Fundação era a forma jurídica proposta para a entidade gestora do Teatro Circo, considerando que a mesma permitia uma melhor convergência entre a prossecução do interesse público e a realização das expectativas dos vários públicos-alvo (nomeadamente, os agentes económicos e a sociedade civil que se pretendia envolver no projecto). 

Ao contrário do invocado pelo Partido Socialista de Braga, este modelo não consubstanciava uma alienação de património público, porquanto apenas seria necessária a transferência temporária do gozo deste centenário edifício – propriedade da Câmara Municipal de Braga desde 1987 – a favor da Fundação Teatro Circo, através da atribuição de um direito real (em abstracto, a propriedade, o direito de superfície ou o direito de usufruto). 

No que respeita à programação, Rio defendia a ideia de fazer do Teatro Circo um pólo aglutinador de todas as artes do espectáculo (teatro, música, cinema, dança, etc.) e um espaço de acolhimento para outro tipo de actividades, com uma programação intensa, diversificada e pautada por padrões de elevada qualidade e ecletismo. 

Neste contexto, Ricardo Rio mostrava-se ainda preocupado com formação de recursos humanos necessários para a produção dos espectáculos, pelo que sugeriu a aposta na criação de um Instituto de Apoio ao Desenvolvimento das Artes e das Indústrias Criativas, que pudesse assumir, no domínio da produção e logística, como suporte de uma “indústria local de cultura”. 

Neste contexto, face a objectivos tão abrangentes, a opção de entregar a gestão deste equipamento à CTB - Companhia de Teatro de Braga seria uma opção minimalista que poderia acarretar a não rentabilização adequada do espaço, como se tem vindo a confirmar. 

Ainda que, para Ricardo Rio, a CTB deveria ser a mais relevante entidade do renovado Teatro Circo, a esta deveriam juntar-se outros agrupamentos culturais do Concelho, que poderiam contribuir para a concretização das metas estratégicas atribuídas à Sala de Espectáculos. 

Finalmente, o Teatro Circo deveria posicionar-se como espaço privilegiado para a realização de iniciativas de formação cultural, quer com vista à criação e fidelização de novos públicos, quer como complemento à formação artística dos jovens Bracarenses. 

Só assim, defendeia Ricardo Rio, o Teatro Circo poderia assumir o seu papel na criação das bases para a realização do projecto Braga - Capital Europeia da Cultura 2012, em que esta Coligação se manifestava fortemente empenhada, o que acabou por não se concretizar. 

8 anos depois, estas questões levantadas por Ricardo Rio tiveram eco na realidade... Hoje olhamos para o Teatro Circo como um espaço não de todos, mas de alguns... 

Braga precisa de uma oferta eclética em termos culturais, Braga precisa de CULTURA, algo que este executivo sempre descurou nos últimos 37 anos... Braga precisa, assim, de um Teatro Circo de todos e para todos... 

Apoios ao sector cultural e financiamento do GNRation

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Em conferência de imprensa, Ricardo Rio criticou a ausência de uma estratégia na atribuição de apoios para o sector cultural e lamentou a falta de abertura da Câmara Municipal em discutir o modelo de gestão do GNRation com os vários agentes.